“Se você pegar o mapa, você vai ver a infinidade de acessos que têm ali”, afirmou José Mariano Beltrame, acrescentando que a polícia tem conseguido antecipar "mais de 80%" dos confrontos que ocorrem em morros. Neste caso, porém, o secretário disse ser impossível destacar policiais em quantidade suficiente para cobrir todos os acessos ao Morro dos Macacos.
Conforme Beltrame, a polícia optou por não entrar no morro ainda na madrugada, para evitar que vidas de civis fossem postas em risco. Em entrevista coletiva, ele admitiu que a polícia “pode até ter demorado um pouco” para agir, mas “planejou” a ação. “A polícia não vai entrar de madrugada [no morro]. Agimos com responsabilidade, nós temos de preservar o cidadão.”
Já pela manhã, policiais entraram no morro e um helicóptero Águia, que fazia parte da operação e sobrevoava o local, explodiu após ser atingido por tiros de bandidos. Dos seis policiais que estavam a bordo, dois morreram e dois sofreram queimaduras, sendo que um está internado em estado grave.
Mas, segundo Beltrame, o problema poderia ter sido maior, já que, antes da explosão, o piloto conseguiu pousar o helicóptero em um campo de futebol. “Tivemos um incidente triste com um helicóptero, o capitão Marcelo num ato heroico conseguiu livrar que centenas de pessoas viessem a sofrer com a queda dessa aeronave."
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